Guias
O relatório de enxaqueca que o seu neurologista realmente quer
Uma consulta de neurologia dura talvez quinze minutos. O que a preenche — lembranças vagas ou três meses de evidência datada — depende, em grande parte, do que você leva na mão ao entrar.
Os quatro números que movem decisões
Tire todo o resto, e as consultas de enxaqueca giram em torno de um punhado de cifras. Se o seu registro produz estas, ele cumpriu o papel:
- Dias de dor de cabeça por mês. O número principal. Ele separa a enxaqueca episódica da crônica — o limite comumente usado é de 15 ou mais dias de dor de cabeça por mês — e é a régua pela qual qualquer tratamento preventivo será julgado depois. Nosso guia sobre contar dias de dor de cabeça aprofunda por que essa métrica manda em tudo.
- Dias de medicação por mês. Não doses — dias em que você tomou qualquer medicação para a crise. É o número que sinaliza o risco de cefaleia por uso excessivo de medicação, e é o que os pacientes mais consistentemente subestimam de memória.
- Intensidade e duração típicas. Quão forte, quanto tempo e quanto da vida para. Isso define quão agressivo vale a pena ser o plano de tratamento.
- Padrões. Crises que se concentram antes da menstruação, depois dos fins de semana, em torno de frentes meteorológicas ou de noites curtas. Padrões podem apontar para estratégias específicas — e uma ausência documentada de padrões também é informativa.
Por que a memória falha no consultório
"Quantos dias de dor de cabeça você teve no mês passado?" parece respondível até um médico realmente perguntar. A pesquisa sobre recordação de sintomas mostra que as pessoas comprimem e distorcem: crises recentes e fortes empurram para fora as leves e antigas, "algumas vezes por semana" vira uma história em vez de uma contagem, e o uso de medicação é lembrado como menos frequente do que foi. Some o leve frio na barriga de uma consulta com especialista e um relógio correndo, e até pacientes articulados entregam estimativas erradas pela metade.
As consequências não são cosméticas. Subconte os seus dias de dor de cabeça e você pode parecer episódico quando é crônico, fechando a porta para tratamentos aos quais tem direito. Subconte os dias de medicação e um ciclo de uso excessivo em formação continua invisível. A American Migraine Foundation recomenda registros de diário exatamente porque decisões de tratamento precisam de contagens, não de impressões.
Neurologistas leem centenas de históricos de cefaleia. Um resumo de uma página com contagens mensais não é "pouco demais" — é exatamente o formato que eles são treinados para escanear. O caderno grosso de entradas em prosa é a versão que fica sem leitura.
O que três meses no papel mudam
Entregue um resumo datado de três meses e a consulta se inverte. Em vez de gastar dez minutos reconstruindo o seu histórico por perguntas, o médico gasta um minuto lendo e o tempo restante no que fazer — diagnóstico, opções de prevenção, se o seu padrão de medicação para a crise precisa de atenção. Pacientes que levam registros relatam, de forma consistente, um tipo diferente de conversa: menos perguntas de "mais ou menos com que frequência", mais "estou vendo isso aqui, então vamos tentar isto".
Três meses é a janela que faz sentido para uma primeira visita ou uma revisão de tratamento. É tempo suficiente para as médias mensais se estabilizarem, suficiente para flagrar três vezes um padrão ligado ao ciclo, e espelha o período pelo qual muitos tratamentos preventivos costumam ser avaliados. Históricos mais longos ajudam nos retornos — mostrar um antes/depois em torno de uma troca de medicação é a evidência mais clara possível de se ela funcionou.
O relatório sem fazer as contas
Dá para montar isso à mão: mantenha um diário consistente e, antes da consulta, some os dias de dor de cabeça e os dias de medicação por mês, anote a sua gravidade típica e escreva uma linha sobre padrões. Funciona; também é a etapa em que bons diários empacam na véspera da consulta.
O Dim reduz essa etapa a um toque. Como cada crise é registrada com horário, intensidade e medicação, o app consegue gerar um PDF pronto para o médico com todo o seu histórico — dias de dor de cabeça por mês, dias de medicação para crise com um alerta de uso excessivo quando a contagem fica alta, distribuição de intensidade e o contexto de clima, pressão e sono que ele capturou automaticamente junto de cada crise. Prefere fazer a sua própria análise ou anexar os dados brutos a um prontuário? O mesmo histórico é exportado como CSV. Os dois ficam no seu aparelho e no seu iCloud privado até você decidir compartilhar; não há conta e nada é enviado a lugar nenhum.
Seja como for que você o produza, o princípio se mantém: o relatório é curto, os números são contados em vez de lembrados, e o tempo da consulta é gasto em decisões em vez de arqueologia. Se quiser ajuda com a visita em si, veja nosso checklist para se preparar para a consulta com o neurologista.
Respostas rápidas
O que o neurologista quer ver primeiro?
Dias de dor de cabeça por mês e dias de medicação por mês, ao longo de uns três meses. Essas duas contagens ancoram o diagnóstico, a escolha do tratamento e a triagem de uso excessivo.
Um PDF é melhor do que mostrar o app no meu celular?
Normalmente, sim. Um PDF impresso ou compartilhado pode ser escaneado em segundos, anotado e anexado ao seu prontuário — sem precisar rolar a tela no celular de outra pessoa.
Posso exportar meu histórico do Dim como dados brutos?
Sim. Junto com o relatório em PDF, o Dim exporta todo o seu histórico como CSV, para você ou o seu médico trabalharem diretamente com os números por trás.